quarta-feira, 15 de abril de 2015

Estreia de "Numa Roda de Choro", mais novo filme da Companhia Bueiro Aberto


Em um bairro qualquer, periferia, algumas pessoas, de forma não combinada, se reúnem cotidianamente numa roda de choro. Esse é o mote do novo filme da Companhia Bueiro Aberto, realizado na casa de Luis Macambira, na cidade de Guarulhos, grande SP. O que se pode  esperar? Só sabemos quando começa a roda e o bandolim passa a cantar com o violão.
            “Numa roda de choro” vai de um momento de confraternização à uma discussão acirrada sobre cultura popular, nacional, erudita, industrial, ao conceito de música e sua resistência, à história do povo brasileiro, suas raízes e matizes. E tudo isso com a cerveja na mesa e a alma nas mãos. Chorões anônimos se juntam numa roda que mantém viva a chama da cultura popular, retomam grandes clássicos do choro como João Pernambuco e Garoto, batem um papo, divergem, comemoram a arte feita do coração.
            Com a influência do cinema novo e do filme “Partido Alto” de Leon Hirszman, a preferência pela câmera na mão propõe a dinâmica da humanização no olhar da lente e a formação de certa montagem no ato mesmo de filmar.      

Há ainda a figura do Poeta da Noite, boêmio e cantador dos seus chorinhos em versos, que coroa a união entre o toque dos instrumentos e a poesia.

ROTEIRO E DIREÇÃO: Daniel Neves
PRODUÇÃO: Diogo Fonseca 
DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA: Jimmy Andrade
EDIÇÃO: Ton Neves


Mostra Marginal de Curtas arrebentou na Casa das Rosas

No último sábado, dia 11, a Mostra Marginal de Curtas no sarau Carolina foi na Casa das Rosas, em SP. E de quebra, exibimos duas produções guarulhenses para um grande público. "Uma flor nasceu no Esgoto", nosso primeiro curta e o já conhecido "O voo da borboleta", uma ficção totalmente feita em Guarulhos!







segunda-feira, 6 de abril de 2015

Mostra Marginal de Curtas na Casa das Rosas exibirá produções guarulhenses


Nesse sábado, dia 11, o Sarau Carolina foi convidado a se apresentar na Casa das Rosas, importante pólo cultural da capital paulistana. E como não poderia deixar de ser, a Mostra Marginal de Curtas (organizada pela Companhia Bueiro Aberto em parceria com o Jornal Dialética) estará presente. E o mais gratificante, serão exibidos dois curtas independentes produzidos por artistas guarulhenses, cineastas a margem que mesmo sem o apoio do poder público local mantém acesa a chama da sétima arte.

Um é o nosso primeiro curta-metragem: "Uma flor nasceu no esgoto" mistura poesia marginal, crítica social e cinema de quebrada numa salada antropofágica que tem como resultado uma arte que violenta, não permitida em horário nobre, com imagens contundentes da periferia e dos problemas políticos. Como diz o poema final: Cansei! É o grito do periférico saindo da sarjeta.

Não menos contundente, o segundo curta que será apresentado foi dirigido por André Okuma, com o roteiro de Renatta Silva,  é uma das mais importantes produções da cidade e reúne diversos artistas locais entre elenco e equipe: "O voo da borboleta" conta a história de Heloísa, uma jovem artista plástica que mora com seu namorado Abelardo, mas que deixa sua arte de lado trabalhando em um emprego formal e convencional para poder pagar suas contas. Abelardo começa a enfrentar problemas psicológicos, mas a paixão de Heloísa por ele faz de sua jornada - dura passagem por uma vida imóvel e limitada - surgir tão bela a liberdade.

Só chegar que é tudo nosso!



domingo, 5 de abril de 2015

Mostra Marginal de Curtas exibe Miró e Trailer da Bueiro Aberto


Em mais uma exibição da Mostra Marginal de Curtas, no mês de abril, rolou dois curtas. Um é o trailer da primeira ficção da Companhia Bueiro Aberto, Contravenção, que estreará em breve. O curta de 15 minutos conta a luta de Fernando e Teresa para escaparem da rotina do trabalho.

O outro curta foi "Miró, preto, pobre, poeta e periférico", não tem filme mais apropriado para o Sarau Carolina. Dirigido por Wilson freire, produzido por Cabra Quente Filmes, o curta-documentário conta a trajetória do poeta recifense João Cláudio Flávio Cordeiro da Silva, o "Miró". É uma daquelas misturas entre poesia e cinema que encanta. Além de depoimentos sobre a vida, a poesia e o universo, há intervenções do escritor recitando seus versos pela cidade de Recife, onde sentimos o ar poluído do ambiente urbano e suas injustiças sociais. Miró é conhecido pelas suas performances que dão fôlego às palavras.








quinta-feira, 26 de março de 2015

Pré-Estréia do novo longa da Companhia Bueiro Aberto


Quando nosso teto está em ameaça, o documentário engajado se torna arma perante as injustiças cometidas por um Estado que mais se preocupa em reinventar dívidas e prolongar nossos grilhões, do que beneficiar essa mesma população que estaria sob sua tutela. Com início das gravações em 2014, poderemos ter acesso neste março de 2015 ao documentário Sítio São Francisco – Casa Alvo, mais uma produção da Companhia Bueiro Aberto, chegando agora ao seu segundo longa-metragem. 
O documentário em foco é fruto da necessidade e da resistência que se faz intrínseca em um dos bairros periféricos de Guarulhos, SP. Já completando alguns anos, a ação truculenta do Estado, neste caso sendo representada pelas remoções de famílias residentes há décadas no bairro Sítio São Francisco, se tornou algo mais que cotidiano. A especulação imobiliária e a ação gananciosa e predadora de instituições que representam o Estado,  levadas a cabo pela CDHU, faz com que histórias e construções familiares de longa data sejam desfeitas sem quaisquer justificativas plausíveis, oferecendo aos antigos moradores de áreas ocupadas e “irregulares” uma dívida exorbitante de quase 30 anos para comprarem de forma obrigatória os apartamentos oferecidos.
Tudo isso e mais um pouco será trabalhado com minúcia no documentário. A luta por moradia nas grandes cidades cresce na medida em que crescem as desigualdades e a miséria promovidas por nosso sistema político e econômico que se revela insustentável para o homem. Quando nossa casa se torna alvo, a luta e a resistência se tornam elementos indispensáveis. Confira tudo isso na exibição que ocorrerá no Espaço Cultural Mané Garrincha!


PRÉ ESTRÉIA DIA 28/03, SÁBADO, ESPAÇO CULTURAL MANÉ GARRINCHA

RUA SILVEIRA MARTINS, 131, METRÔ SÉ (SAÍDA PELO POUPATEMPO)

DIREÇÃO: Caio Fiumari

ROTEIRO/PRODUÇÃO: Caio Fiumari, Bruno Quixote, Roger Sanasci
FOTOGRAFIA: Caio Fiumari, Roger Sanasci, Ariane Pires
PÓS-PRODUÇÃO: Daniel Neves
EDIÇÃO: Diego Andrade
TRILHA SONORA: Walter Macarrão


Mostra Marginal de Curtas completa um ano com filme sobre Nelson Cavaquinho

No mês de março, a Mostra Marginal de Curtas, realizada no Sarau Carolina, completou 1 ano. Exibimos o curta Nelson Cavaquinho, do saudoso Leon Hirszman, grande nome do cinema novo brasileiro. Um filme gravado no morro com um dos maiores sambistas da nossa história!







sexta-feira, 6 de março de 2015

Mostra Marginal de Curtas exibirá "Nelson Cavaquinho" na comemoração de um ano do Sarau Carolina

Nesse sábado, o Sarau Carolina, organizado pelo coletivo de literatura marginal "Jornal Dialética", comemorará um ano de muita arte. E como não poderia deixar de ser, a Companhia Bueiro Aberto marca presença com mais uma exibição da Mostra Marginal de Curtas, que também já está chegando no seu um ano.

O filme exibido é uma referência nos trabalhos que vêm sendo produzidos pela Companhia: Nelson Cavaquinho, de Leon Hirszman. Cineasta conhecido do cinema novo, Hirszman sempre manteve seu interesse pela cultura popular e pela luta política. Além de adaptar obras da literatura como o clássico São Bernardo , de Graciliano Ramos, fez documentários como "Partido Alto" (gravado nos morros cariocas) e uma série denominada "Cantos de Trabalho", no qual ele investiga os cantos que se criaram nas plantações de cana do nordeste. Também dirigiu o conhecido "ABC da greve", sobre a greve dos metalúrgicos do ABC liderada pelo então sindicalista Lula.

Em "Nelson Cavaquinho", ele retrata o cotidiano de um dos maiores sambistas do Brasil. Fora as músicas que dispensam comentários, há imagens de Nelson no bar, na rua, com os amigos, em casa.
É a vida de um artista que cresceu e se desenvolveu no morro, mantendo sua raiz e sua história. E é assim que ele conta seus anseios, suas angústias, suas inspirações. A câmera viaja pela favela e compõem imagens com elementos como o menino que empina pipa, o violão, as crianças, o sambista.