segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
NOVO DOC DA COMPANHIA BUEIRO ABERTO
UM VERSO NA MAQUINARIA
O poeta vai pela cidade, observa os carros, as pessoas em passos apressados, as máquinas que não param junto da fumaça. Entre as engrenagens do concreto, ele escreve seus versos, sua dor, sua esperança perante um mundo que parece perdido. Eis a descrição do documentário "Um Verso na Maquinaria", inspirado em livro homônimo de Daniel Neves e dirigido por "Diogo Fonseca". O curta é mais uma parceria entre a Companhia Bueiro Aberto e o Jornal Dialética.
ROTEIRO E DIREÇÃO: Diogo Fonseca
TRILHA ORIGINAL: Diogo Fonseca
FOTOGRAFIA / PRODUÇÃO: Daniel Neves e Diogo Fonseca
MONTAGEM / EDIÇÃO: Daniel Neves
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Confira a lista de 15 filmes da Bueiro Aberto
Em 2015, a produtora da Companhia Bueiro Aberto produziu 11 filmes, entre médias e curtas. Sem qualquer recurso e tendo apreço pela cinefilia, buscando dialogar com as diversas vertentes do cinema, sem medo de por as ideias em prática, experimentando, completamos a marca de 15 filmes, os outros 4 feitos entre 2013 e 2014. As obras simbolizam nada mais nada menos do que o desejo de fazer cinema e o gosto mesmo que nos faz passear pela nossa estética.
Foram 9 curtas, 4 médias e 2 longas. Em 2016, já temos 4 novos projetos que já estão em andamento, entre eles, o longa de ficção "O medo da noite", primeiro filme que faremos com financiamento. Confira a lista das nossas obras abaixo, algumas estão disponíveis na internet e outros circulando por aí:
1. Numa roda de choro (2015)
2. Na real, patins street (2015)
3. Viola Urbana (2015)
4. Bamba de Vila (2015)
5. Contravenção (2015)
6. Entre máscaras (2015)
7. O sexto sentido do mundo (2015),
8. Transmutação (2015)
9. Um verso na Maquinaria (2015)
10. Dvd Orlando Alvorada (2015)
11. Quem matou a educação de São Paulo (2015)
12. Democracidio (2014)
13. Tire os óculos escuros (2014)
14. A cidade (2014)
15. Uma flor nasceu no esgoto (2013)
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Mostra Marginal de Curtas exibirá 2 curtas Guarulhenses de 2015
"Necessidade Básica?" e "Tucunaré" são destaques na última exibição do ano
Caramba, quanto trabalho, mas recompensador, após 11 meses contínuos de exibições com cerca de 22 curtas exibidos, a Mostra Marginal de Curtas no Sarau Carolina, organizada pela Companhia Bueiro Aberto e pelo Jornal Dialética, chega a sua última exibição do ano de 2015. Só temos a agradecer o público e todos que nos ajudaram a difundir o cinema independente, sem qualquer apoio institucional ou empresarial, apenas a autonomia de produtores que põe a mão na massa na periferia, mas sem saudosismo ou paternalismo, são pessoas de dentro da quebrada e que simplesmente fazem sua cultura nos locais onde já moram.
Caramba, quanto trabalho, mas recompensador, após 11 meses contínuos de exibições com cerca de 22 curtas exibidos, a Mostra Marginal de Curtas no Sarau Carolina, organizada pela Companhia Bueiro Aberto e pelo Jornal Dialética, chega a sua última exibição do ano de 2015. Só temos a agradecer o público e todos que nos ajudaram a difundir o cinema independente, sem qualquer apoio institucional ou empresarial, apenas a autonomia de produtores que põe a mão na massa na periferia, mas sem saudosismo ou paternalismo, são pessoas de dentro da quebrada e que simplesmente fazem sua cultura nos locais onde já moram.
E nada melhor do que encerrar o ano com chave de ouro exibindo dois curtas feitos por produtores guarulhenses independentes da cidade de Guarulhos no ano de 2015. Ambos de parceiros da Bueiro Aberto que vão pro arrebento sem medo e sem se submeter a qualquer autoridade cinematográfica comercial. Guarulhos fervilha de arte e de cinema! Os curtas são: "Necessidade Básica?", do coletivo Polissemia e "Tucunaré", da Barreto Filmes.
NECESSIDADE BÁSICA?
O primeiro curta é "Necessidade Básica?". Dirigido por Cláudia Isadora e Renato Santos, produzido pelo Coletivo Polissemia, o curta narra as precariedades da saúde pública que pode ser vista tanto na cidade de Guarulhos como no resto do país, políticos corruptos que só buscam reeleição, burocratas que nada entendem do cotidiano do hospital e as principais vítimas, pacientes e funcionários.
No Hospital Geral de Guiapeca, Dr. Débora (Pamela Regina), única médica de plantão, lida com um conflito interno e decidirá entre abdicar ou não de seu cargo. A principal causa disso é o descaso da atual gestão liderada pelo Prefeito (Peterson Queiroz) e pela figura cômica de seu secretário de Saúde (Jimmy Andrade)
No Hospital Geral de Guiapeca, Dr. Débora (Pamela Regina), única médica de plantão, lida com um conflito interno e decidirá entre abdicar ou não de seu cargo. A principal causa disso é o descaso da atual gestão liderada pelo Prefeito (Peterson Queiroz) e pela figura cômica de seu secretário de Saúde (Jimmy Andrade)
Com um roteiro muito bem encadeado que caminha entre o ambiente onde as decisões sobre saúde pública são tomadas (de acordo com interesses financeiros) e o local onde essas decisões afetam negativamente a população, vê-se o contexto de um hospital público praticamente abandonado. Mas a abordagem não é generalista, parte dos desafios de uma médica que não sabe qual decisão tomar diante de tamanha falta de respeito do poder público, há, além do quadro social, um ser humano que luta consigo mesmo.
A direção de arte caminha no sentido de ambientar as duas locações onde as cenas acontecem, do hospital caótico ao gabinete do prefeito, das salas aprisionadas onde o drama acontece às salas requintadas da elite política.
A direção de fotografia demonstra a fase experimental pela qual passa o cinema guarulhense, o teste de planos, sobretudo os tradicionais plano aberto e plano fechado. Isso é parte do processo de quem está conhecendo a linguagem de imagens.
Na montagem, destaque para a mistura de cortes lineares com cortes descontínuos, estes últimos aparecem menos, mas já indicam de novo a experimentação. E na atuação é salutar a emoção transmitida pela atriz Pâmela Regina.
Obviamente, como é comum no cinema independente, há os problemas que normalmente enfrentamos, sobretudo na pós-produção. Mas cinema é processo, aos poucos os produtores de Guarulhos vão dominando a estética cinematográfica e seus trabalhos já demonstram qualidade e relevância. A bueiro aberto passa pela mesma fase.
TUCUNARÉ
O segundo curta a ser exibido é "Tucunaré", da co-irmã Barreto Filmes, dirigido por Thiago Barreto, importante cineasta, ator e produtor da cidade que vem trabalhando há mais de um ano em parcerias com a Companhia Bueiro Aberto.

Feito com atores do Grupo Teatro Oficina Uzina Uzona, do diretor Zé Celso, o curta, sem diálogos, é formado por imagens misturadas com uma trilha sonora embriagante e descreve um ritual entre o homem e a árvore, uma reintegração com a natureza em tempos de tecnologia avassaladora.
Tucunaré é um termo indígena que significa "amigo na árvore" e parte da ideia mitológica de que o primeiro homem vivia junto da árvore, no topo, ao descer para comer as frutas podres do chão, desenvolveu o cérebro e a civilização. Não se trata, porém, de uma negação completa ao aprimoramento da racionalidade, o escopo é revirar o processo de evolução de modo a fazer o ser humano, depois de expandir a técnica, voltar à sua origem e à sua harmonia com a natureza. No fim, trata-se uma crítica à destruição ambiental e á desumanização provocada pelo mundo urbano.
Como se fosse um ritual, numa fotografia frenética que aposta em composições arrojadas de quadros e em movimentações rápidas de câmera, "Tucunaré" se consolidou na montagem dinâmica que se faz também como ritual. Os atores adentram à natureza de tal forma que voltam a ser parte imanente dela, são a árvore, a terra, a água, a vida.
Após a produção desse curta, Thiago Barreto e o diretor da Bueiro Aberto Daniel Neves decidiram transformar Tucunaré num longa-metragem que mistura documentário e ficção e se propõe a ser uma pesquisa acerca das culturas indígenas amazônicas e do uso da planta de Ayahuasca em cerimônias religiosas. O longa busca agora financiamento para ser realizado.
Tudo isso sábado agora, no Sarau Carolina
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Contravenção será exibido nesse sábado em Guarulhos
Contravenção, curta de ficção da Companhia Bueiro Aberto, será exibido nesse sábado na cidade de Guarulhos juntamente com diversos outros curtas de cineastas guarulhenses. A exibição é parte do projeto Cineclube Incinerante.
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
Saudações ao Cineclube Incinerante
"No mês de outubro, se iniciou na cidade de Guarulhos, o Cineclube Incinerante"
É certo que o aumento
do acesso a equipamentos proporcionou a possibilidade de se fazer cinema mesmo
sem recursos e sem pertencer a uma classe social específica. A geração dos últimos
15 anos presenciou a expansão de produções pelo Brasil afora.
Com disposição, prática, criatividade é
possível sim fazer um filme. Prova disso são os diversos curtas, documentários,
longas que vem nascendo principalmente nas periferias.
Esse ano, por exemplo,
a Companhia Bueiro Aberto, entre parcerias com produtoras e coletivos, produziu
11 filmes, estamos inclusive preparando um artigo nesse blog sobre nosso
cotidiano de roteiros, pré-produções, sets de gravação, montagem, finalização.
E não somos os únicos
na cidade de Guarulhos, coletivos novos e obras vem compondo a cena e o cinema
vai se ampliando na cidade. Esse foi o tema de matéria publicada pela revista
guarulhense Wekkend no mês passado.
Todavia, nos deparamos com
um problema que aflige produtores do país todo: fazemos os filmes, mas e
depois? Trazendo a experiência citada acima, nós da Bueiro Aberto enxergamos
esse empecilho cotidianamente, como fazer com que nossas películas cheguem ao público? Diante das poucas salas de exibição dominadas pelo enlatado americano, de uma rede
de televisão monopolizadora e colonizada e da falta de salas populares na
periferia, o processo de distribuição do cinema independente não acompanha a efervescência de sua produção.
Por vezes a internet é
uma saída, porém esta não é tão adepta da linguagem cinematográfica e também é influenciada pelo poder financeiro, por exemplo, na quantidade de visualizações de um
vídeo. Os festivais são outra opção, mas ainda não se abriram muito para o cinema de guerrilha e costumam ter preferência pelas figuras carimbadas.
O jeito foi virar
exibidor, o que não deixa de ser uma excelente formação para os coletivos, já
que participam desde a gravação até a distribuição de seus filmes: cineclubes,
mostras, encontros. O acesso aos equipamentos de projeção é outro fator que
proporciona um caminho para distribuição das produções independentes.
É nesse contexto que
nasceu na cidade de Guarulhos o "Cineclube Incinerante". Formado por diferentes
grupos autônomos do audiovisual, o projeto já carrega um nome forte e tem o
intuito de incendiar a forma como é feita a distribuição de filmes pela grande
indústria e criar uma alternativa diversa daquela defendida pelo mercado. A proposta é que se rode tanto grandes clássicos como as produções
que os organizadores e parceiros vêm fazendo.
(Primeira exibição rodou clássico de Zé do Caixão)
(Primeira exibição rodou clássico de Zé do Caixão)
Além de espaço autônomo de exibição, o Cineclube Incinerante começa como uma reunião de produtores independentes
e pessoas interessadas pela arte cinematográfica, um local de discussão e de
troca de experiências.
A princípio realizado
todo último sábado do mês de forma itinerante, contou com a
primeira exibição no final de outubro. O histórico filme de Zé do Caixão “Há
meia-noite encarnarei tua alma” foi um mergulho pelo terror trash brasileiro, a
boca do lixo e pelo cinema popular.
No último sábado de
novembro, dia 28/11, ocorrerá a segunda exibição com curtas feitos por
cineastas guarulhenses. Entre eles, o nosso "Contravenção", obra que vem rodando
por aí há algum tempo
O Coletivo Companhia
Bueiro Aberto agradece o convite e se dispõe a somar nessa ideia que com
certeza trará bons frutos para o nosso cinema.
Confira abaixo o "Manifesto do Cineclube Incinerante":
Caros amantes da sétima arte,
1. A vocês oferecemos o nosso cineclube, de nome
Incinerante, que nasce do fervor de cinéfilos e produtores independentes e da
necessidade de espaços para discussões sobre o cinema. Vivemos em tempos que a
relação do público com os filmes atingiu um paradoxo: a modernidade facilitou o
acesso a eles de forma excepcional. Por outro lado, nunca nos foi tão
negligenciado lugares para que possamos debate-los.
(Leitura do Manifesto na estreia do projeto)
2. Assistimos nas últimas décadas uma
elitização dos pontos de exibições de filmes. Os cinemas de rua são cada vez
mais raros, enquanto se proliferam as salas dentro de shopping centers, todas
elas, com raríssimas exceções, controladas direta ou indiretamente pelas
grandes produtoras internacionais. Nesse grande local de venda de mercadorias,
os mercadores da arte tratam o filme como mais um produto vulgar. O cinema
nacional e, principalmente, o cinema independente ficam cada vez mais sem
espaços. O público cinematográfico é submetido a uma produção homogeneizada.
Perde o espectador, o cinéfilo, o produtor independente. Em resumo, perde o
cinema.
3. O Cineclube Incinerante busca fugir
dessa lógica da arte enquanto produto comercializável do circuito exibidor
vigente pela maioria das salas do país. Procura democratizar o acesso ao
espectador proporcionando exibições gratuitas e lhe dando voz, tornando-o parte
fundamental para o espetáculo. Em nossas atividades haverá a descrença do dito
“arte pela arte”, pois acreditamos que ela não acaba em si mesma, e sim que se
estende ao pós-filme através das discussões geradas a partir das percepções dos
espectadores. Esses, que desejamos que seja o público mais diversificado e
democrático possível, trazendo suas vivências em diferentes contextos políticos
e sociais para fomentar ainda mais o debate.
4. Com o anseio da descentralização de
espaços culturais (privados e públicos), o Cineclube vem com a proposta de ser
itinerante. Assim como o cinema trata-se de imagem em movimento, o Cineclube
também seguirá esse pensamento com sua itinerância pela cidade, ocupando
diferentes pontos de Guarulhos.
5. Por tudo isso o Cineclube
Incinerante, assim como o movimento cineclubista de uma forma geral, é sempre
um movimento de resistência; um contraponto ao atual modelo de exibição e
distribuição de filmes. Criando uma forma de distribuição onde aqueles que não
possuem espaço ou voz dentro do grande circuito exibidor sejam contemplados.
6. Anuncia-se um momento de
efervescência cultural em nosso meio. Mais do que nunca é válida a velha divisa
de: “Liberdade para poder realizar a criação artística. E criação artística
para obter a liberdade”. Consideramos este projeto mais uma de tantas
iniciativas em defesa de uma arte independente. E sendo assim, chamamos todos
os artistas, espectadores de cinema, cinéfilos, cineastas, produtores independentes
a se juntarem a esse processo que se inicia.
Guarulhos, 31 de outubro de 2015
(Matéria escrita pelo cineasta Daniel Neves)
(Matéria escrita pelo cineasta Daniel Neves)
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
2 curtas da bueiro aberto estreiam nesse sábado
Nesse sábado, dia 07/11, dando continuidade a Mostra Marginal de Curtas no Sarau Carolina, a Companhia Bueiro Aberto tem o orgulho de estrear dois curtas quentinhos que acabaram de sair do forno. Ambos, assim como a mostra, são parcerias feitas com o Jornal Dialética e foram inspirados em dois livros publicados pelo Selo independente do coletivo. Um Verso na Maquinaria foi dirigido por Diogo Fonseca e Transmutação por Renato Queiroz, curtas experimentais que se fiaram muito na improvisação do set de gravação.
UM VERSO NA MAQUINARIA
Numa releitura do livro "Um Verso na Maquinaria" do cineasta e escritor Daniel Neves, o curta homônimo foi feito no gênero documentário e surgiu de uma experimentação cinematográfica. Sem roteiro prévio além de um rascunho mínimo, o filme se construiu no próprio processo de produção. Diogo Fonseca e Daniel Neves percorreram diversos ambientes da cidade de Guarulhos e foram gravando o que pedia o momento, concepção que persistiu na montagem.
No fim, temos a figura do poeta na cidade refletindo o império das máquinas, a multidão solitária que move seu livro com a pergunta principal sempre de pano de fundo: é possível existir poesia em meio ao caos urbano atual?
Mas além disso, ele conta na sua biblioteca como começou a escrever, quais são suas influências e o que caracteriza sua poesia. Já na boemia do bar, coloca questões acerca do novo movimento de literatura marginal que toma conta das periferias urbanas do qual se sente parte integrante, seu gosto pela poesia popular.
Trechos de poesias, declamações, a figura do violeiro Diogo Fonseca que observa a cidade do alto da montanha com suas músicas que representam os conflitos do poeta.
"Um verso na maquinaria" narra a esperança da poesia resistir e se fazer mesmo cerceada pelo concreto frio. Como diz Daniel, é a metáfora de Carlos Drummond de Andrade, é a flor que nasce no asfalto.
CURTA METRAGEM: 14 min.
DIREÇÃO: Diogo Fonseca
TRANSMUTAÇÃO
Adaptado do livro "Rabiscos Surrados" de Renato Queiroz, no gênero de ficção, o curta "Transmutação" também traz fortes elementos de um cinema mais espontâneo, aberto ao desenrolar da produção.
Como no poema homônimo, nos deparamos com a história de um homem perdido entre o vazio completo (expresso na direção de arte que moldou um espaço solitário e na fotografia que trabalhou a escuridão claustrofóbica e a expressividade da personagem) e a libertação completa no seu ato violento de sair daquele lugar. De preso, vendado, nu, ele vai desfrutar sem medo do novo ser que é.
Marcado pela estreia no cinema do excelente ator Warley Noua, o curta é um marco no diálogo que a Bueiro Aberto vem tendo com a literatura, dessa vez, procuramos deixar a palavra um pouco mais de lado e trabalharmos firmemente na linguagem cinematográfica das imagens. Sem a necessidade de o poema estar ali o tempo todo para explicar o que se passa.
CURTA METRAGEM: 5 min.
DIREÇÃO: Renato Queiroz
ATUAÇÃO: Warley Noua
O poeta Daniel Neves mostra os cadernos onde começou a escrever
Transmutação marca a estreia de Warley Noua no cinema
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