terça-feira, 7 de outubro de 2014

Rompendo barreiras: mostra marginal de curtas exibe Glauber Rocha na periferia

Nesse último sábado, dia 05/10, rolou mais uma exibição da Mostra Marginal de Curtas no Sarau Carolina. Dessa vez, para refletir as eleições, a Companhia Bueiro Aberto trouxe o curta "Maranhão 66", feito pelo grande cineasta baiano Glauber Rocha.

Glauber, o maior nome do cinema novo, foi contratado para filmar a posse do então governador do Maranhão, o famoso José Sarney, figura que ainda perdura na pauta política do país. Em vez de fazer uma apologia ao discurso populista do oligarca, Glauber mostrou as contradições sociais daquele estado, a miséria do povo. A fala de Sarney entra em franca contradição com a realidade desigual.

Qualquer semelhança com nosso presente, onde as eleições e a democracia são como meros elementos retóricos, não é mera coincidência. Uma releitura desse curta está no filme "Luises", de 2013, do coletivo maranhense "Éguas, coletivo audiovisual", o maranhão de ontem e o de hoje se misturam.

Quem diria que rodaríamos Glauber Rocha na quebrada? Para nós, tal exibição é um marco, pois representa a consolidação da Mostra (já que rodamos curtas com periodicidade) e o mergulho na história do cinema independente, iniciado nas exibições anteriores.  Criamos nossa própria difusão, estamos provando que não precisamos ficar sujeitos à televisão e aos moldes americanizados.









quarta-feira, 1 de outubro de 2014

MOSTRA MARGINAL DE CURTAS NO SARAU CAROLINA (MÊS DE OUTUBRO)




EXIBIÇÃO



"MARANHÃO 66, CURTA DE GLAUBER ROCHA"

UM FILME PRA REFLETIR A FARSA DA ELEIÇÃO







REALIZAÇÃO: COMPANHIA BUEIRO ABERTO E JORNAL DIALÉTICA

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Estreia do filme Democracídio em exibição da mostra Periferia Mostra Cinema


É com muita disposição que fazemos o convite para a estreia do nosso primeiro filme. Ainda mais numa mostra que a Companhia Bueiro Aberto constrói articulando o Núcleo de Cinema e Política da UNIFESP. Nesse ano, rodamos e debatemos diversas obras da periferia. Um processo de aprendizado que nos ajudou a construir um grito do gueto contra a opressão capitalista, em nome da cultura e do poder popular: "Democracídio".

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Finalizado o primeiro filme da Companhia Bueiro Aberto (Democracídio)

Foram muitas ideias, reflexões, propostas até decidirmos começar a filmagem de Democracídio, há seis meses. Nossa prática cinematográfica veio junto com a ampliação do coletivo Companhia Bueiro Aberto, que foca na exibição e produção de audiovisual periférico.

Sem recursos, contra a imposição do mercado e certos de que fazemos cultura popular urbana periférica, saimos com uma câmera na cintura e muito proceder no gatilho para discutir a nossa dita democracia. Que no papel até parece bonita, mas na prática mantém uma estrutura de opressão histórica contra os pobres. Entrevistamos movimentos sociais, coletivos, pensadores e batendo na grande mídia propomos uma outra perspectiva política, em diálogo com a efervescência cultural que toma as periferias cada vez mais e com a história do cinema brasileiro contestador.

A ficção complementou a imagem caricata de politicos que não fazem nada além do que sempre foi feito, a manutenção do poder na mão de um pequeno grupo, a repressão. O deputado Carlos Magno aparece como um membro da "esquerda conservadora", ou seja, da incoerência no discurso dos que ocupam cargos públicos, seja de qual partido for. Na verdade, Carlos Magno é como a mistura de Vieira e Porfírio Diáz, as duas figuras emblemáticas do filme "Terra em Transe", de Glauber Rocha. Seu triunfo o faz um ditador eleito pelo voto, sustentado pela mídia simbolizada no jornalista Orlando Maquiavel.

Enfim, o público verá. A previsão de lançamento é para a primeira semana de outubro. Esperamos que seja o primeiro de muitos!


Roteiro, direção e produção: Daniel Neves

Assistente de Direção e produção: Caio Fiumari

Fotografia das entrevistas: Caio Fiumari, Roger Sanasci, Bruno Quixote,

Fotografia da ficção: Daniel Neves e Ariane Pires

Montagem: Ton Neves





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MOSTRA MARGINAL DE CURTAS NO MÊS DE SETEMBRO EXIBIU JORGE FURTADO E ANDRÉ OKUMA



Em setembro, no Sarau Carolina, a Mostra Marginal de Curtas exibiu o clássico Veja Bem, de Jorge Furtado. Uma mistura de poesia e crítica ao mundo moderno das mercadorias e do trabalho.

E como já se tornou praxe nas nosas exibições, André Okuma trouxe de novo outro dos seus curtas. Dessa vez, "O acaso entre a distância e algum lugar", que também traz poesia com um olhar sobre a modernidade industrial. Mês que vem tem mais!







terça-feira, 2 de setembro de 2014

MOSTRA MARGINAL DE CURTAS NO SARAU CAROLINA (O6 DE SETEMBRO)

NESSE SÁBADO, NO SARAU CAROLINA, HAVERÁ A EXIBIÇÃO DE MAIS DOIS CURTAS COMO PARTE DA MOSTRA MARGINAL DE CURTAS, EVENTO QUE A COMPANHIA BUEIRO ABERTO FAZ TODO MÊS PARA DIFUNDIR O CINEMA INDEPENDENTE


EXIBIÇÕES:

VEJA BEM 
(JORGE FURTADO)

O ACASO ENTRE A DISTÂNCIA E ALGUM LUGAR
(ANDRÉ OKUMA)



SÁBADO 06/09, 18: 30 HRS, ESPAÇO ARRANCA, RUA SANTA CATARINA, JD. TRANQUILIDADE, GUARULHOS, PERTO DO SUPERMERCADO LOPES E DO HOSPITAL STELLA MARIS

domingo, 6 de julho de 2014

Mostra Marginal de Curtas exibe curta de Daniel Fagundes e lançamento de André Okuma


Nesse sábado (05/07), no IV Sarau Carolina , a Companhia Bueiro Aberto organizou mais uma exibição da Mostra Marginal de Curtas. Rolou dois curtas independentes: Das Rosas Que Falo e O Assassinato da Cultura Guarulhense. O primeiro é uma produção do NCA (Núcleo de comunicação Alternativa), dirigido por Daniel Fagundes. O grupo surgiu junto com movimentos culturais da periferia de São Paulo. Partindo de uma perspectiva contrária à indústria cultural, fez vários vídeos, documentários, curtas com pouco recurso mas muito conteúdo e uma proposta estética que leva a fundo o famoso jargão cinemanovista: "Uma ideia na cabeça e uma câmera na mão". Nesse, promove uma homenagem às mulheres tendo como base a metáfora das rosas. Isso se mistura à cultura popular recifense, lugar onde foi gravado: a poesia, a música, os hábitos do povo e o amor. A mulher poetisa, trabalhadora, que sofre com opressões históricas e ainda arruma força para combater o machismo.

Já o segundo foi lançado em primeira mão no Sarau. Dirigido por André Okuma, talvez o mais ativo cineasta guarulhense, o curta-documentário adentra os problemas da política cultural na cidade de Guarulhos, conduzida de cima para baixo, privilegiando a lógica do capital e deixando de lado os artistas regionais, que estão nos bairros e nos centros culturais sem qualquer recurso. A obra é forte, difícil para ser digerida por quem está acostumado a concordar com o atual estado das coisas.

Todavia, o curta vai além. Ele não apenas reflete um entrave local, mas discute a cultura como um todo no contexto socio-político da sociedade brasileira. A referência a Glauber Rocha expressa o conflito que perdura na nossa cultura e no cinema: a arte revolucionária contra a mercadoria cultural dos capitalistas. Qual das duas queremos fazer? O filme indica um caminho.

Feito de maneira autônoma, trazendo reflexões essenciais para o nosso cotidiano social, não se dispõe a obedecer os parâmetros louvados pelos especuladores estatais, que são aqueles alimentados pela Secretaria de Cultura! É crítico, é sarcástico, é propositivo!